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O que é o Estudo Psicossocial? O que ninguém te explica sobre essa ferramenta importante…

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Existe uma cena que se repete diariamente nos processos de família:
a mãe chega na perícia psicossocial achando que precisa “provar” que é uma boa mãe… enquanto o Judiciário, na verdade, está tentando entender qual é o ambiente mais saudável para a criança.

E é justamente aí que muitas mulheres se prejudicam.

Ao longo desses anos atuando no Direito de Família, eu percebi que grande parte do sofrimento em processos de guarda, convivência e estudo psicossocial acontece porque as pessoas simplesmente não entendem como funciona a lógica da perícia.

Então hoje eu quero te explicar algumas coisas que provavelmente ninguém te contou antes.


O estudo psicossocial não é uma “prova de amor”

O estudo psicossocial é uma avaliação técnica feita para auxiliar o juiz a compreender a dinâmica familiar e decidir o que atende ao melhor interesse da criança.

Isso significa que:

  • não ganha quem chora mais;
  • não ganha quem fala mais mal do outro;
  • e não ganha quem parece “perfeito”.

A equipe técnica normalmente avalia:

  • rotina;
  • vínculo;
  • estabilidade emocional;
  • capacidade de cuidado;
  • comunicação entre os genitores;
  • necessidades da criança;
  • e segurança emocional daquele ambiente.

O maior erro das mães durante a perícia

Muitas mulheres entram na perícia focadas exclusivamente em destruir a imagem do ex.

Mas existe uma coisa muito importante:
o estudo não quer apenas saber quem o pai é.
Ele quer entender quem VOCÊ é enquanto referência de cuidado.

Por isso, quando toda a fala gira em torno de:

  • “ele é narcisista”,
  • “ele bebe”,
  • “ele é louco”,
  • “ele manipula”,

…sem provas robustas, isso pode soar apenas como conflito parental.

E isso prejudica muito a credibilidade.


“O que não está nos autos não está no mundo”

Essa talvez seja uma das frases mais importantes do Direito de Família.

Muita gente chega na perícia querendo:

  • mostrar print no celular,
  • contar fatos nunca documentados,
  • apresentar denúncias sem registro,
  • ou trazer materiais “na hora”.

Mas o estudo psicossocial se baseia principalmente no que já está formalizado no processo.

Por isso organização de provas é tão importante.


Instruir a criança costuma dar muito errado

Esse é um tema delicado, mas necessário.

Quando a criança chega reproduzindo frases prontas, discursos excessivamente adultos ou respostas decoradas, os profissionais percebem.

E isso pode gerar exatamente o efeito contrário do que o responsável pretendia.

A melhor preparação possível é:

  • acolher emocionalmente;
  • reduzir ansiedade;
  • e explicar que ela pode falar a verdade sem medo.

Criança não precisa ser treinada.
Precisa ser protegida.


Guarda compartilhada não significa convivência “50/50”

Muita gente ainda acredita que guarda compartilhada significa:
“15 dias com cada”.

Mas juridicamente não é assim.

Guarda compartilhada significa compartilhamento de decisões sobre a vida da criança.

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