ANTES DE VOCÊ CONTINUAR, JÁ DEIXO O CONVITE PARA PARTICIPAR DE NOSSAS OFICINAS PREPARATÓRIAS PARA O ESTUDO PSICOSSOCIAL. Trata-se de uma aula com nossa assistente técnica e perita e também comigo para tirar todas as dúvidas sobre o tema. São aulas ONLINES E GRATUITAS, que acontecem bimestralmente.
Entre no grupo e não perca a próxima
Existe uma cena que se repete diariamente nos processos de família:
a mãe chega na perícia psicossocial achando que precisa “provar” que é uma boa mãe… enquanto o Judiciário, na verdade, está tentando entender qual é o ambiente mais saudável para a criança.
E é justamente aí que muitas mulheres se prejudicam.
Ao longo desses anos atuando no Direito de Família, eu percebi que grande parte do sofrimento em processos de guarda, convivência e estudo psicossocial acontece porque as pessoas simplesmente não entendem como funciona a lógica da perícia.
Então hoje eu quero te explicar algumas coisas que provavelmente ninguém te contou antes.
O estudo psicossocial não é uma “prova de amor”
O estudo psicossocial é uma avaliação técnica feita para auxiliar o juiz a compreender a dinâmica familiar e decidir o que atende ao melhor interesse da criança.
Isso significa que:
- não ganha quem chora mais;
- não ganha quem fala mais mal do outro;
- e não ganha quem parece “perfeito”.
A equipe técnica normalmente avalia:
- rotina;
- vínculo;
- estabilidade emocional;
- capacidade de cuidado;
- comunicação entre os genitores;
- necessidades da criança;
- e segurança emocional daquele ambiente.
O maior erro das mães durante a perícia
Muitas mulheres entram na perícia focadas exclusivamente em destruir a imagem do ex.
Mas existe uma coisa muito importante:
o estudo não quer apenas saber quem o pai é.
Ele quer entender quem VOCÊ é enquanto referência de cuidado.
Por isso, quando toda a fala gira em torno de:
- “ele é narcisista”,
- “ele bebe”,
- “ele é louco”,
- “ele manipula”,
…sem provas robustas, isso pode soar apenas como conflito parental.
E isso prejudica muito a credibilidade.
“O que não está nos autos não está no mundo”
Essa talvez seja uma das frases mais importantes do Direito de Família.
Muita gente chega na perícia querendo:
- mostrar print no celular,
- contar fatos nunca documentados,
- apresentar denúncias sem registro,
- ou trazer materiais “na hora”.
Mas o estudo psicossocial se baseia principalmente no que já está formalizado no processo.
Por isso organização de provas é tão importante.
Instruir a criança costuma dar muito errado
Esse é um tema delicado, mas necessário.
Quando a criança chega reproduzindo frases prontas, discursos excessivamente adultos ou respostas decoradas, os profissionais percebem.
E isso pode gerar exatamente o efeito contrário do que o responsável pretendia.
A melhor preparação possível é:
- acolher emocionalmente;
- reduzir ansiedade;
- e explicar que ela pode falar a verdade sem medo.
Criança não precisa ser treinada.
Precisa ser protegida.
Guarda compartilhada não significa convivência “50/50”
Muita gente ainda acredita que guarda compartilhada significa:
“15 dias com cada”.
Mas juridicamente não é assim.
Guarda compartilhada significa compartilhamento de decisões sobre a vida da criança.