(012) 98817 4726

Advogo para Elas

Advocacia Especializada em Direito da Mulher, Comprometida em Proteger, Empoderar e Defender Seus Direitos com Dedicação e Expertise

Como eu identifico que estou em um relacionamento abusivo?

“Eu troco de parceiro, mas parece que a história é sempre a mesma.”

Essa é uma das frases que mais escuto no consultório, nas mentorias e nos grupos de mulheres.

Muitas vezes a sensação é exatamente essa: mudam os nomes, mudam os rostos, mudam as circunstâncias, mas a dor continua parecida. Relacionamentos que começam intensos e terminam em sofrimento. Pessoas que prometem amor e entregam frustração. Ciclos que parecem se repetir sem explicação.

Mas será que isso acontece por azar?

A psicanálise acredita que não.

Você não repete porque quer. Você repete porque ainda dói.

Freud observou algo muito interessante em seus estudos: frequentemente repetimos situações que nos machucam não porque gostamos delas, mas porque nossa mente tenta, inconscientemente, encontrar uma solução para aquilo que ainda não foi elaborado.

É o que ele chamou de compulsão à repetição.

Em outras palavras, tentamos resolver feridas antigas utilizando pessoas novas.

Por isso, muitas vezes nos vemos atraídas por pessoas emocionalmente indisponíveis, controladoras, instáveis ou incapazes de construir relações saudáveis. Não porque desejamos sofrer, mas porque existe algo naquela dinâmica que nos parece familiar.

E aquilo que é familiar costuma parecer seguro, mesmo quando não é saudável.

As defesas emocionais que nos impedem de enxergar

Outro ponto importante é que nossa mente desenvolve mecanismos para nos proteger da dor.

Chamamos esses mecanismos de defesas emocionais.

A mais comum delas é a negação.

É quando percebemos os sinais de que algo não está bem, mas criamos explicações para continuar acreditando que tudo pode dar certo.

“Ele está passando por uma fase difícil.”

“Ela não quis dizer aquilo.”

“Vai melhorar.”

“Eu só preciso ter mais paciência.”

Essas justificativas não surgem porque somos fracas. Elas surgem porque, muitas vezes, encarar a verdade parece mais doloroso do que continuar acreditando na esperança.

O que a infância tem a ver com isso?

Muito mais do que imaginamos.

Os primeiros anos da nossa vida são responsáveis por construir grande parte das nossas referências sobre amor, cuidado, segurança e pertencimento.

Foi o psicanalista Donald Winnicott quem trouxe um conceito muito importante: o da mãe suficientemente boa.

Segundo ele, a criança não precisa de pais perfeitos. Precisa de um ambiente suficientemente seguro para crescer e desenvolver sua identidade.

Quando isso não acontece, aprendemos a nos adaptar para sobreviver.

Aprendemos a agradar.

Aprendemos a silenciar necessidades.

Aprendemos a colocar os outros em primeiro lugar.

E, muitas vezes, levamos esses comportamentos para a vida adulta sem sequer perceber.

Relacionamentos abusivos nem sempre começam com violência

Uma das maiores dificuldades para reconhecer um relacionamento abusivo é justamente porque ele raramente começa sendo abusivo.

Existe uma fase de encantamento.

Depois surgem pequenas críticas.

Pequenos controles.

Pequenas manipulações.

Até que a violência psicológica, emocional, patrimonial ou até física se instala.

Muitas mulheres permanecem nesses relacionamentos porque acreditam que estão esperando a volta da pessoa que conheceram no início.

Mas a verdade é que, muitas vezes, aquela pessoa nunca existiu da forma como parecia existir.

O conto do Barba Azul e as verdades que evitamos enxergar

Durante o Programa de Independência Emocional utilizamos contos, filmes e histórias porque eles conseguem acessar partes profundas da nossa psique.

Um dos principais contos trabalhados é o Barba Azul, presente na obra Mulheres que Correm com os Lobos.

Na história, uma jovem recebe uma chave e é proibida de abrir determinada porta.

Quando finalmente abre, descobre uma verdade que muda tudo.

A partir daquele momento, ela não consegue mais fingir que não viu.

E talvez essa seja a maior mensagem do conto.

Existe um momento na vida em que a consciência chega.

E depois que enxergamos a realidade, não conseguimos mais voltar a ser quem éramos antes.

A independência emocional começa pelo autoconhecimento

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, independência emocional não significa não precisar de ninguém.

Significa não abandonar a si mesma para manter uma relação.

Significa construir vínculos saudáveis sem abrir mão da própria identidade.

Significa aprender a se relacionar sem perder quem você é.

E esse é exatamente o propósito do nosso programa.

Conheça o Programa de Independência Emocional

O Programa de Independência Emocional é um projeto gratuito criado para ajudar mulheres a compreenderem seus padrões afetivos, fortalecerem sua autoestima e construírem relações mais saudáveis.

Ao longo de seis encontros, trabalhamos temas como:

✔ Repetição de padrões afetivos
✔ Defesas emocionais
✔ Trauma e dependência emocional
✔ Primeira infância e formação dos vínculos
✔ Violência psicológica, emocional e patrimonial
✔ Guarda, pensão e convivência familiar
✔ Alienação Parental
✔ Sobriedade Relacional

Além das aulas, as participantes recebem materiais complementares, exercícios de reflexão, indicações de filmes, livros e contos que ajudam a aprofundar o processo de autoconhecimento.

Porque a verdadeira transformação começa quando deixamos de perguntar:

“Por que isso sempre acontece comigo?”

E passamos a perguntar:

“O que essa repetição está tentando me mostrar?”

💜 Se você deseja participar da próxima turma do Programa de Independência Emocional, acompanhe nossas redes sociais ou entre no grupo de inscrições.

Talvez esta seja a oportunidade que faltava para você parar de repetir a mesma história e começar a escrever uma nova.

Advogada Stéphanie Azevedo
Psicanálise, Direito de Família e Independência Emocional
@advogoparaelas 💜

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima