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O casamento é bom para quem?

Por muito tempo, fomos ensinadas que o ápice da realização feminina é encontrar “o homem certo”, construir uma família monogâmica e viver um amor exclusivo. Mas… e se tudo isso for mais uma armadilha do patriarcado?

Essa é a provocação central da escritora Adriana Ventura, que com uma linguagem acessível e contundente convida mulheres a questionarem os modelos tradicionais de relacionamento, maternidade e família. Seus livros, como “As Relações Monogâmicas Só Existem na Cabeça da Mulher Apaixonada” e “A Síndrome da Escolhida”, lançam luz sobre o quanto nossa ideia de amor ainda está amarrada a estruturas de controle.

Falamos sobre tudo em nosso Podcast, que você pode assistir na íntegra no link abaixo;

ASSISTIR EPISÓDIO DO PODCAST NA ÍNTEGRA

💔 A monogamia é realmente libertadora?

Segundo Adriana, a monogamia é vendida como proteção, estabilidade e amor verdadeiro. Mas, na prática, ela costuma reforçar a dependência emocional e econômica das mulheres, além de limitar outros vínculos afetivos como amizades e redes de apoio.

O discurso do “homem cuidador”, “provedor” e “protetor” é desmontado com dados e experiências reais: enquanto muitos homens são idealizados nesses papéis, as estatísticas de violência doméstica, abandono afetivo e feminicídio continuam escancarando a vulnerabilidade feminina nesses arranjos.

🧠 A crítica aos papéis de gênero

Adriana propõe um olhar crítico não apenas sobre os homens, mas também sobre como as próprias mulheres — muitas vezes sem perceber — reproduzem esses padrões em busca de validação. A mulher “escolhida”, aquela que “venceu” a disputa por um parceiro, acaba se anulando para caber no molde da esposa perfeita.

O resultado? Relações afetivas que se tornam mais um campo de opressão do que de liberdade.

🔥 Desconstrução não é moda, é sobrevivência

A proposta da não monogamia política vai além de “ficar com várias pessoas”. Trata-se de reorganizar o afeto: colocar os vínculos em igualdade, romper com a hierarquia que coloca o parceiro romântico no topo, e resgatar a autonomia sobre o próprio corpo, desejo e escolhas.

Isso inclui, por exemplo, repensar a romantização do casamento e da família nuclear, que muitas vezes serve apenas para isolar a mulher, sobrecarregá-la e manter estruturas de dominação disfarçadas de amor.

📣 Quem se beneficia com o casamento tradicional?

A pergunta que Adriana nos deixa é direta: “O casamento é bom pra quem?”

A resposta está nas entrelinhas das estatísticas, nas histórias de mulheres que sustentam lares sozinhas, nas periferias onde o modelo de família tradicional não garante proteção nem equidade. O casamento, da forma como é vendido, ainda favorece os homens — garantindo a eles conforto, estabilidade e poder, enquanto para muitas mulheres resta a carga emocional, física e social.

🌱 Uma nova forma de amar

Adriana Ventura não oferece um modelo pronto, mas uma proposta: relacionamentos construídos artesanalmente, onde reciprocidade, cuidado mútuo e autonomia sejam mais importantes do que exclusividade e posse.

Ela defende que precisamos abandonar o roteiro do amor romântico tradicional e experimentar relações mais conscientes, coletivas e afetivamente justas.


Quer refletir mais sobre o assunto?
Vale a leitura de A Síndrome da Escolhida e As Relações Monogâmicas Só Existem na Cabeça da Mulher Apaixonada. E lembre-se: você não precisa caber em um molde para ser digna de amor — principalmente do seu próprio.

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