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Com quantos anos inicia o pernoite?

O pernoite é um momento desafiador para as mães, gera uma ansiedade muito grande em ver seus filhos dormirem longe, principalmente quando falamos de bebês ou crianças muito pequenas mais ainda se estamos falando de um pai que nunca foi presente nos cuidados, mas posso tranquilizá-las que hoje o escalonamento é bem comum .

Eu uso em meus casos o seguinte escalonamento:

Até 6 meses, pequenos periodos na casa materna. Tendo em vista a amamentação exclusiva. Isso não significa que se o bebê tomar fórmula será justificativa para que o pai retire a criança da casa, devido a tenra idade até mesmo pela dificuldade em interação com um bebê tão pequeno esse convívio se dá na residencia materna para que seja gerada uma adaptação tranquila e para que o bebê de alguma forma reconheça o pai e não sinta-se desprotegido quando estiver longe da mãe. É menos sofrimento para todos, inclusive para o pai pois retirar uma criança tão pequena de perto da mãe normalmente gera choros prolongados o que dificulta qualquer estreitamento de laços, pelo contrário pode causar traumas.

Em alguns casos colocamos, 2 horas no sábado e 2 horas no domingo ALTERNADOS. Podendo incluir durante a semana algum período se for da vontade das partes.

É importante salientar que o convívio é extensivo a família paterna, mas quando ocorre dentro da casa materna presenças como da madrasta que embora seja família extensiva não é familiar da criança pode ser recusada. Mas por exemplo os avôs paternos e tios não poderão ser impedidos de ver o bebê.

De 7 meses a 12 meses; com a introdução alimentar o bebê consegue ficar maiores períodos longe da mãe e com isso o pai pode passar a retirar a criança da residência materna para passar periodos maiores onde consiga iniciar a alimentação da criança então costumamos indicar periodos de 5 horas. Podendo ser das 09 às 14 ou ainda das 13 às 18 enfim o que fizer sentido ao casal e for possível. Pois muitas vezes o pai mora longe da mãe,, então nesse caso pode ter uma flexibilização maior para ser mais confortável para a própria criança.

Dos 13 meses aos 24 meses; esse periodo a criança costuma já estar bem acostumada com o genitor. Se foi estabelecida a rotina desde cedo já existirá uma conexão o que facilita que o pai possa passar todo o dia com acriança. Retirando de manhã e devolvendo no início da noite. A ideia é uma preparação para o pernoite. Indico que nesse momento, pai e mãe já iniciem uma conversa com a criança deixando claro que em breve ; “vai dormir com o papai”

Após 24 meses; inicia-se o pernoite. Esse marco se dá pois a OMS, indica a amamentação até os 2 anos isso não significa que a criança que não tiver sido desmamada poderá se pautar na amamentação para prolongar o período. Por isso é importante o planejamento justamente para que a mãe possa se preparar pro início dos pernoites de maneira tranquila.

Essa escala trata-se de um casal que desde o nascimento não coabitam, mas existem muitos casos que a separação vem pós o nascimento podendo estar entre esse lapso temporal 0 a 2 anos e nesse caso o escalonamento será diferente pois irá acontecer para que a adaptação seja tranquila independente da idade.

Caso esteja dentro dessa idade (0 a 24 meses) indico que siga as sugestões de acordo com sua faixa etária, agora se a separação se der por exemplo com 2 anos não costuma ser plausível já iniciar com o pernoite pois pode gerar traumas essa mudança abrupta na rotina da criança. Então indico que escalone de 3 em 3 meses, exemplo os primeiros 3 meses a criança passa meio período com o pai para que crie-se confiança, depois fique mais 3 meses passando o dia com o pai e no 9 mês inicie o pernoite .

Lembrando que com 2 aninhos a criança já assimila, então é importante que desde o primeiro momento a criança esteja sendo participada do que vai acontecer para que ela mesmo vá elaborando essa mudança. Ou seja, ir deixando claro que em breve vai passar alguns dias dormindo com o papai e por aí vai.

Esse escalonamento trimestral costuma ser comum até uns 5 anos. Depois disso entende-se que a criança já deverá ter tido uma construção da figura paterna o que não exigiria esse período de adaptação. Podendo iniciar diretamente com o pernoite. Mas como tenho falado desde o começo temos as regras, mas nada impede a análise subjetiva de casos excepcionais.

Quando falamos de um pai ausente, pois isso também costuma acontecer bastante então digamos um pai que nunca teve contato com o filho de 07 anos. Um pai que passou 7 anos sumido ou aparecendo poucas vezes durante o ano, nesse caso o escalonamento será importante. Então comprovar essa ausência para solicitar o escalonamento é primordial, pois mesmo sendo uma criança que entenda e saiba conversar, não podemos exigir que alguém da noite pro dia passe a conviver com um completo estranho. Esse periodo é necessário para a assimilação da figura paterna antes inexistente ou pouco presente.

Quando falamos de uma criança neurodivergente ou com qualquer necessidade de cuidados mais específicos, esse escalonamento pode ser ainda mais espaçado. Por exempo eu tenho uma criança que o bebê tem hidrocefalia e com isso precisou ser instalado uma válvula na cabecinha dele e na barriga e são muitos cuidados médicos e restrições, pois um simples tombo em que a criança bata a válvula pode ser fatal. Nesse caso conseguimos um periodo de um ano para adaptação e aprendizagem, a operar as válvulas e os cuidados. E é sempre importante que conste na decisão que se o periodo de adaptação não for cumprido não evoluirá para o próximo regime de convívio pois tem muitos pais onde fica determinado um período x de adaptação e o pai surge após esse periodo com o intuito de levar a criança sem a adaptação. Então pode parecer um detalhe mas é de suma importância que conste essa cláusula, que SEM ADAPTAÇÃO NÃO EVOLUI PARA PRÓXIMA ETAPA DO CONVÍVIO.

 

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