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Existe mulher depois da maternidade? (RESUMO DA LIVE DISPONÍVEL NO INSTA)

 

(ASSISTIR LIVE)

Durante muito tempo, a sociedade nos convenceu de que, ao nascer uma mãe, morre a mulher.
Mas isso é mentira. A maternidade reorganiza o desejo — como dizia Freud —, mas não precisa apagar quem somos.
Ser mãe é uma parte da nossa identidade, não o todo.


🧠 Quando o desejo muda de lugar

Freud acreditava que, ao se tornar mãe, o objeto de desejo da mulher passa a ser a criança.
E de fato, há um vínculo hormonal e emocional muito forte nesse início — o corpo e o afeto se voltam para esse novo ser.
Mas esse movimento não deveria significar anulação de si mesma.

A sociedade, por séculos, reforçou que o papel da mulher se resume a ser esposa e mãe.
Hoje, precisamos questionar esse lugar. O desejo de existir, de sentir prazer, de ter tempo e espaço próprios não é egoísmo — é humanidade.

“A mulher não desaparece. Ela se transforma. E tem o direito de existir além do papel de mãe.”


💬 A culpa que sufoca

Quantas vezes você já ouviu (ou sentiu) que não podia reclamar, sair, descansar, se arrumar ou simplesmente dizer:

“Eu estou exausta”?

A culpa materna é um dos mecanismos mais potentes de controle sobre as mulheres.
Ela nasce da ideia da mãe perfeita — uma que nunca erra, nunca se irrita e nunca precisa de ajuda.

Mas como diz Winnicott, ser uma mãe suficientemente boa é o bastante.
Isso significa estar presente, atenta e amorosa, mas também humana e falível.

“Ser uma mãe suficientemente boa não é ser uma mãe perfeita; é ser a mãe que dá para ser.”


🧩 Frustração, limites e autonomia

Parte do nosso papel como mães é ensinar que o mundo tem limites.
Quando a mãe existe além da criança, ela ensina que o filho também pode existir além dela.
Essa é a base da autonomia.

Rotina, previsibilidade e pequenas frustrações são fundamentais para o desenvolvimento emocional das crianças — e também para o descanso mental das mães.

“A partir do momento em que a mãe existe além da criança, ela mostra pra criança que ela também pode existir além dela.”


🌱 O puerpério que não acaba em 40 dias

O puerpério não é só biológico — é emocional e existencial.
Pode durar meses ou até dois anos. É o tempo em que a mulher lida com o luto pela versão de si mesma que ficou pra trás.

Durante esse processo, ela pergunta:

  • Quem eu era?

  • Quem eu sou agora?

  • Quem eu quero ser daqui pra frente?

E essas perguntas são o início do renascimento da mulher dentro da mãe.


🤝 Rede de apoio e corresponsabilidade

Sempre que existe uma mulher sobrecarregada, é porque alguém não está cumprindo seu papel direito.
O pai presente não é um bônus — é parte da responsabilidade parental.
E a rede de apoio precisa existir também para o lazer, não apenas para o trabalho.

“Não é errado a mulher viver.”

Permitir-se descansar, sair ou se divertir não te torna uma mãe ausente.
Te torna uma mãe real — e saudável.


💋 Sexualidade e corpo pós-maternidade

Existe um tabu enorme sobre o desejo feminino depois da maternidade.
Como se, ao virar mãe, a mulher deixasse de ser um ser desejante.
Mas o sexo é saúde, é conexão, é autoconhecimento.

O desejo da mulher nasce do cuidado, da admiração e do respeito.
E quando ela é sobrecarregada e invisibilizada, o desejo também adoece.

“Sexo é uma questão de saúde.”


💖 Autoconhecimento como libertação

Muitas mulheres percebem que não sabem mais do que gostam: comida, roupa, cheiro, música, nada.
O autoconhecimento é o caminho de volta.
Comece pelo simples: pergunte-se o que te dá prazer, o que te acalma, o que é seu.

Essas pequenas escolhas devolvem identidade e pertencimento.

“O tanto que você ama essa criança, se ame também.”


💵 Independência financeira é liberdade emocional

Não há autonomia emocional sem autonomia financeira.
Depender totalmente de alguém para viver é abrir mão da própria voz.
Criar uma fonte de renda — por menor que pareça — é criar liberdade para decidir.

Mesmo com filhos pequenos, é possível planejar e construir caminhos sustentáveis.
Independência é segurança. E segurança é poder escolher.


☕ Autocuidado sem culpa

Autocuidado não é luxo, é manutenção de vida.
Pode ser um banho demorado, um café quente, um lanche especial, uma vela acesa antes de dormir.
São pequenos rituais que dizem:

“Eu existo. Eu importo. Eu também preciso de cuidado.”

E isso é revolucionário.


🌻 Conclusão

Ser mãe não apaga a mulher — amplia.
Ser mulher depois da maternidade é um exercício diário de lembrar-se, escolher-se e permitir-se viver.

“Não é errado a mulher viver.”
“Ser suficiente é ser o que dá pra ser — e isso já é o bastante.”

🌼 A maternidade não te reduz. Ela te convida a se reconstruir.

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